Orientações

Síncope

O que é síncope?

A Síncope (desmaio) é um sinal clínico cuja principal característica é a perda transitória da consciência com início súbito, de curta duração com recuperação rápida e espontânea desencadeada por um período de baixo fluxo de sangue para o cérebro.
Na maioria das vezes a causa que levou a esse baixo fluxo de sangue é benigna, e a presença da síncope não significa existência de uma doença em curso. No entanto, é de extrema importância excluir condições clínicas como doenças cardiovasculares, epilepsia, doenças neurológicas e/ou metabólicas.

Para que a síncope fique bem caracterizada algumas perguntas serão muito importantes na sua avaliação:
  • > Houve perda completa ou parcial da consciência?
  • > O início foi súbito, a duração curta e a recuperação rápida e espontânea sem sequelas?
  • > Você perdeu a força muscular dos membros inferiores?
  • > Foi o primeiro evento ou já ocorreram eventos prévios?
  • > Você tem mais de 45 anos?
  • > Você tem doença cardíaca?
  • > O seu eletrocardiograma é alterado?
  • > Você teve trauma associado ao evento da síncope?

Se você respondeu sim para duas ou mais dessas perguntas, a sua síncope deve ser avaliada por um especialista.

Quais os sintomas:

Os sintomas mais comuns que ocorrem imediatamente antes do episódio de síncope vasovagal (síncope comum) são:
  • > Palidez da pele
  • > Náuseas (enjoo)
  • > Dor abdominal
  • > Fraqueza
  • > Suor frio
  • > Visão nublada
  • > Tonteira

É importante saber que algumas pessoas, especialmente idosos, não apresentam nenhum tipo de sintoma antes do evento, ficando mais expostos à quedas e fraturas associadas ao desmaio.
Muitas vezes, os pacientes sentem que a síncope (desmaio) vai ocorrer. Eles têm o que são chamados de "sintomas premonitórios", como a sensação de tontura, náuseas e palpitações cardíacas (batimentos cardíacos irregulares que se sentem como "vibração" no peito).
Se você tem síncope, você provavelmente vai ser capaz de evitar o desmaio se você sentar ou deitar colocando as pernas para cima imediatamente quando você sentir estes sintomas.

O que pode desencadear a síncope comum?

  • > Mudança brusca de posição, tempo prolongado na posição de pé
  • > Dor ou emoções
  • > Locais quentes, multidões
  • > Após alimentação
  • > Tosse, evacuação, micção e riso exagerado
  • > Rotação rápida do pescoço, ato de barbear-se
  • > Após exercício físico

Existem causas de síncope que podem levar a complicações mais graves?

Diferente da síncope vasovagal (desmaio comum), a síncope de origem cardíaca confere maior risco de mortalidade geral e precisa ser investigada de forma mais precoce e direcionada, com a orientação de um especialista no assunto.
A história clínica e o exame físico são capazes de identificar a causa potencial da síncope em aproximadamente 40% dos pacientes.

As perguntas que se positivas falam a favor de síncope cardíaca são:
  • > Você tem mais de 65anos?
  • > Você desmaiou durante o esforço?
  • > Você teve dor no peito e/ou palpitações antes ou após a síncope?
  • > Você estava deitado quando perdeu a consciência?
  • > Você tem história de doença cardíaca prévia ou alguém na família que morreu subitamente em uma idade mais jovem (antes dos 50 anos)?
  • > O seu eletrocardiograma é alterado?

Esses sinais quando positivos colocam o paciente em um maior risco de mortalidade cardiovascular associada à síncope.

Como é feita a investigação da causa da síncope?

A investigação deve ser realizada por um médico especialista, que habitualmente é um cardiologista com especialização em arritmias cardíacas, que fará perguntas direcionadas para o diagnóstico, examinará você medindo a pressão arterial na posição deitada e de pé para afastar a presença de hipotensão postural (queda súbita da pressão ao ficar de pé) que pode estar relacionada a uso de medicamentos.
Além disso, o especialista também vai solicitar exames apropriados que vão esclarecer mais rapidamente o diagnóstico da síncope.
São eles:

Eletrocardiograma (ECG): Um teste que registra a atividade elétrica do coração e é fundamental para auxiliar no diagnóstico de doenças cardíacas e na investigação de arritmias (bradicardias ou taquicardias). Eletrodos (pequenas adesivos) são colocados na sua pele para coletar essas informações.

Ecocardiograma: Exame do coração, fundamental para afastar a presença de doenças cardíacas, tais como:
  • > Doença arterial coronariana/ Infarto prévio e/ou
  • > Doença nas válvulas do coração
  • > Doenças do músculo cardíaco
  • > Doenças ocasionadas por pressão alta
  • > Doenças congênitas
  • > Presença disfunção do músculo cardíaco com diminuição da força de contração do coração

Holter de 24horas: É o registro do eletrocardiograma por 24 horas e será importante para explicar a síncope cardíaca por possíveis arritmias.

Monitor de eventos sintomáticos externo (looper): Semelhante ao Holter , o aparelho é instalado no paciente e permanece de 7 a 30 dias registrando o ritmo e a frequência cardíaca, podendo retirá-lo para tomar banho e dormir, estando monitorizado à distância por telemetria via internet.

Teste de inclinação (tilt table test): É um exame realizado em uma cama que inclinará até 60º/70º onde o paciente é monitorizado através de um sensor digital que avalia de forma contínua a pressão arterial (PA) e a freqüência cardíaca (FC) além do registro eletrocardiográfico, na posição deitada e na posição de pé para avaliar alterações relacionadas a mudança de posição. O exame é realizado no período da manhã, com o paciente em jejum por pelo menos 4 horas.

Estudo eletrofisiológico: Indicado quando se suspeita de síncope cardíaca por arritmias graves que não foram identificadas nos exames anteriores. Ele é realizado através de um cateter cuja função será localizar a presença de alterações do sistema elétrico do coração (bradicardias, bloqueios ou taquicardias) que possam estar envolvidos no mecanismo da síncope e que possam ter risco de desfechos mais graves.

Monitor de eventos implantável (looper implantável): Aparelho indicado para os pacientes com síncopes inexplicadas de provável origem cardíaca, que ocorrem mais raramente e que foram submetidos a toda investigação descrita acima sem documentação da arritmia causadora da síncope.

Quais são as opções de tratamento:

O tratamento dependerá do que está causando a síncope e os resultados da sua avaliação e testes. O objetivo do tratamento é evitar novos episódios de síncope.

As opções de tratamento podem incluir:
  • > Tomar medicamentos ou fazer alterações nos medicamentos que já tomamos
  • > Vestir meias de compressão para melhorar a circulação sanguínea
  • > Fazer alterações em sua dieta. O seu médico pode sugerir que você coma refeições pequenas e freqüentes; comer mais sal (sódio); beber mais líquidos, aumentar a quantidade de potássio em sua dieta; e evitar cafeína e álcool
  • > Evitar ou alterar as situações ou "gatilhos" que causam um episódio de síncope. Sua família e as pessoas próximas a você devem estar cientes dos sintomas que levam à síncope e estar preparado para ajudá-lo a deitar e colocar as pernas para cima
  • > O tratamento para uma possível doença cardíaca
  • > Implantação de um marca-passo para manter o seu ritmo cardíaco normal (apenas necessário para pacientes com certas condições médicas)
  • > Implantação de um desfibrilador cardíaco implantável (CDI). Este dispositivo monitora constantemente a sua frequência cardíaca e ritmo e corrige um ritmo rápido, anormal (apenas necessário para pacientes com certas condições médicas)

O seu médico e outros membros de sua equipe de saúde, junto com você, conversarão sobre as opções de tratamento e desenvolverão um plano de tratamento mais adequado para você .

É importante saber: A Síncope (desmaio) é um sintoma freqüente que quando se apresenta de forma recorrente afeta muito a qualidade de vida do paciente. Algumas situações podem ter conseqüências dramáticas e até risco de vida, necessitando de investigação adequada para o tratamento apropriado da causa.

Até 20% da população geral pode apresentar um ou dois episódios de desmaio durante toda a sua vida e na maioria das vezes não precisam de investigação apropriada, mas em alguns indivíduos a síncope passa a ocorrer de forma recorrente gerando grande impacto na qualidade de vida da pessoa e aumentando o risco de quedas e traumas.

O idoso tem maior risco durante um evento de síncope, pois como já mencionado, fica mais exposto a quedas e fraturas. Na maioria das vezes o idoso não se recorda de outros eventos por uma possível perda da memória que pode ocorrer em mais de 20% dos casos. Dessa forma sua síncope pode acabar sendo subestimada e tratada apenas como uma “simples queda”, quando na verdade pode estar associada a outros diagnósticos que precisam de investigação e tratamento específicos.

Seja qual for o caso, a consulta com um médico é fundamental para esclarecer os sintomas, concluir o diagnóstico e indicar o tratamento. A maioria dos pacientes pode evitar problemas com a síncope, uma vez que obtenha um diagnóstico preciso e tratamento adequado.

Portanto, é importante começar o tratamento com um médico especialista imediatamente depois que você teve um episódio de síncope.


Taquicardia Supraventricular
Taquicardia supraventricular é um termo usado para um pequeno grupo de arritmiascardíacas que se apresentam clinicamente de maneira semelhante, com palpitações taquicárdicas(sensação de batimentos cardíacos fortes e coração acelerado) de início e término súbitos.
Emalgumas vezes a sensação de batimentos rápidos e fortes irradia para a região do pescoço, e podeestar associado à desconforto na região do coração. Pode durar vários minutos até terminarsubitamente ou em alguns casos ter necessidade de um procedimento de reversão com remédiosinjetáveis em serviço de Emergência.

Este grupo de arritmias pode ocorrer em qualquer faixa etária da população. As mulherestêm maior risco de desenvolver estas arritmias, que em geral têm comportamento benigno,sobretudo em jovens, mas eventualmente pode levar a danos maiores ao coração quandoassociados a outras doenças cardíacas ou quando o tratamento adequado não é instituído. O diagnóstico é feito através do eletrocardiograma durante a crise. O método mais precisopara o seu diagnóstico é o Estudo Eletrofisiológico invasivo, realizado através de cateteres quefuncionam como eletrodos intracardíacos capazes de mapear o circuito elétrico responsável pelataquicardia.

O tratamento mais eficaz e capaz de prevenir as recorrências destas arritmias é através da Ablação por cateteres, procedimento que usa energia de radiofrequência para "cauterizar" os locais do coração responsáveis pela arritmia, uma vez que o tratamento farmacológico é geralmente ineficaz e muitas vezes mal tolerado pelos pacientes devido aos seus efeitos colaterais.


Fribrilação Atrial

O que é Fibrilação Atrial (FA)?

Fibrilação Atrial é um problema que causa irregularidade no batimento cardíaco. Apesar de a própria Fibrilação Atrial, que algumas vezes pode ser sentida como um tremor no peito, não ser fatal, ela pode eventualmente levar o indivíduo a ter uma isquemia cerebral (AVC) elém de outras complicações cardíacas, especialmente se não tratadas.

O que os sintomas significam?

Algumas pessoas com Fibrilação Atrial relatam sintomas como palpitação ou falta de ar, porém, muitas pessoas que possuem FA não apresentam sintoma algum. Por isso, é importante entender o que acontece durante a Fibrilação Atrial e porque ela pode aumentar o risco de problemas na presença ou não de sintomas.

Por que a Fibrilação Atrial pode aumentar o risco de AVC?

Nosso coração precisa contrair de forma regular e forte para manter o suprimento adequado de oxigênio através do fluxo sanguíneo que sai do coração para nosso corpo.
Quando o coração está apresentando Fibrilação Atrial, os músculos do coração tremem ao invés de contraírem juntos, permitindo que o sangue se acumule dentro dele. Quando o sangue se acumula, coágulos podem se formar.
Quando estes coágulos são bombeados para fora do coração, eles podem bloquear o fluxo sanguíneo e quando isso acontece no cérebro, uma isquemia pode ser iniciada.

O que causa a Fibrilação Atrial?

Algumas vezes a causa da Fibrilação Atrial não é conhecida, mas alguns fatores podem tornar a pessoa suscetível a desenvolvê-la. Normalmente acontece em pessoas que já tiveram: ataque cardíaco, Doença arterial coronariana ou doença arterial vascular, hipertensão não controlada, cirurgia cardíaca.

Outras condições relacionadas com a Fibrilação Atrial:
  • > Problemas nas válvulas do coração
  • > Inflamação no músculo cardíaco (miocardite)
  • > Doenças cardíacas congênitas
  • > Superatividade da glândula Tireoide ( Hipertireoidismo)
  • > Doença pulmonar aguda ou crônica.
  • > Apnéia do Sono

Quem está mais propenso a ter Fibrilação Atrial?

Pessoas idosas estão mais propensas a ter FA do que os jovens, além disso, os riscos da FA aumentam conforme o aumento da idade. Ela é a arritmia mais comum em pessoas com idade acima de 65 anos. Outros fatores também aumentam os riscos da FA tais como: Diabetes, uso excessivo de álcool, uso de Drogas e estimulantes.

Ter Fibrilação atrial é perigoso ou não?

A Fibrilação Atrial é umas das arritmias mais graves e mais comuns em pessoas acima de 65 anos. O perigo maior é o aumento do risco de acontecer um AVC, pois mesmo sem os sintomas, esta arritmia pode levar uma pessoa a ter a isquemia e outros problemas cardíacos como: doença cardíaca congestiva, fadiga crônica, suprimento inadequado de sangue nos órgãos.

Como a Fibrilação Atrial é diagnosticada?

Existem vários exames que podem ser feitos quando uma pessoa possui arritmias. Seu médico poderá solicitar 1 ou mais exames para melhor diagnosticar seu problema.

  • > Eletrocardiograma ( ECG ): Um ECG retrata graficamente e de forma instantânea a atividade elétrica do coração. É feito colocando-se eletrodos no peito, pernas e braços que serão conectados a um aparelho que fará a leitura. Esses eletrodos verificarão a frequência e o ritmo do coração.
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  • > Holter de eventos Cardíaco: O monitor de Holter é um aparelho portátil de ECG que geralmente grava eventos por 24horas ou até 30 dias. Este pequeno monitor fica acoplado a cabos com eletrodos que são posicionados no tórax do paciente e que farão a gravação da atividade elétrica do coração pelo tempo determinado pelo médico.
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  • > Monitor cardíaco implantável: O monitor implantável é um pequeno dispositivo de gravação de eventos cardíacos que é colocado abaixo da pele na região do tórax. Este dispositivo possui alta capacidade de armazenar informações além de poder permanecer com o paciente durante meses, pois possui uma bateria com longo tempo de duração. Este tipo de monitor geralmente é utilizado em pacientes que apresentam irregularidades dos sintomas e da frequência dos mesmos.
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  • > Outros exames: Teste ergométrico, Ecocardiograma, Tomografia computadorizada, Ressonância magnética.

Quais as opções de tratamento?

Existem algumas opções de tratamento para a Fibrilação Atrial. Seu médico decidirá juntamente com você o melhor plano de tratamento baseado nos seus sintomas e fatores de risco. Estes fatores incluem sintomas, tipo de Fibrilação Atrial, causas da Fibrilação Atrial.

Objetivos do tratamento:

  • > Prevenção da formação de coágulos ( prevenção do AVC )
  • > Controle da frequência cardíaca
  • > Retorno dos batimentos ao ritmo normal, se possível
  • > Tratar a causa (s) da alteração do ritmo cardíaco e as complicações

Tipos de tratamento:

Medicamentoso: O tratamento medicamentoso é a parte inicial e principal do tratamento da FA. Se você a possui, pode ser que você precise tomar 1 ou mais medicamentos por tempo indeterminado. São eles:

  • > Medicamentos que controlam a frequência cardíaca (número de batimentos cardíacos): Estes medicamentos diminuem a frequência cardíaca e previnem o enfraquecimento da musculatura do coração
  • > Medicamentos que controlam o ritmo cardíaco (anti-arrítmicos): medicamentos que ajudam a manter o ritmo normal do coração
  • > Diluentes do sangue (anticoagulantes): medicamentos que ajudam a prevenir a formação de coágulos sanguíneos e reduzem o risco de AVC

Cardioversão elétrica: Cardioversão é um procedimento no qual uma corrente elétrica, ou choque, é liberado para o musculo cardíaco restaurar o ritmo normal. Este procedimento pode parecer assustador mas é simples e rápido. O paciente que será submetido a cardioversão elétrica recebe um sedação através da veia e fica monitorado durante todo o procedimento com a presença de um cardiologista.

Ablação de fibrilação por cateter de radiofrequência: Ablação por cateter é um procedimento não cirúrgico que pode ser indicado quando as medicações não são capazes de tratar o paciente.
É realizado por médicos especialista em arritmias (Eletrofisiologista) dentro do ambiente hospitalar (setor de Hemodinâmica) onde são utilizados catetees específicos que são inseridos na veia e chegam até o coração. Estes cateteres possuem eletrodos capazes de realizar a cauterização (ablação) do tecido cardíoco bloqueando os estímulos elétricos disparados pelas veias pulmonares e que são responsáveis por causar a fibrilação.
O objetivo do procedimento é reduzir a frequência e a duração dos episódios da Fibrilação Atrial bem como reduzir os sintomas.
O paciente recebe uma sedação através da veia durante todo o procedimento pra que possa ficar confortável durante todo procedimento que pode durar até 2 horas.
A ablação de Fibrilação Atrial é um procedimento seguro e eficaz mas com qualquer outro procedimento, pode haver riscos.

Ablação do Nódulo Atrio-ventricular (Nódulo AV): Os pacientes que são submetidos a este tipo de tratamento devem ser portadores de marcapasso cardíaco pois este dispositivo garantirá que os ventrículos continuem contraindo através da estimulação do gerador do marcapasso.
A combinação entre marcapasso o ablação do Nó AV funcionam muito bem para o caontrole da frequência cardíaca sem precisar de medicamentos para isso. Contudo, o paciente continuará apresentado Fibrilação Atrial e precisará tomar medicamentos anticoagulantes para diluir o sangue.
É importante saber que nesta situação, o paciente ficará dependente dos estímulos do marcapasso para manter os batimentos cardíacos.

O que eu posso fazer para reduzir o risco de complicações relacionadas a Fibrilação Atrial?

Manter hábitos de vida saudáveis é o primeiro passo. Além disso, fique atento para:
  • 1) Manter atividade física regular
  • 2) Manter uma dieta saudável com baixa ingestão de gorduras saturadas
  • 3) Manter o tratamento para Hipertensão
  • 4) Evitar consumo excessivo de álcool e cafeína
  • 5) Não fumar
  • 6) Manter o controle do colesterol
  • 7) Manter o peso ideal
  • 8) Reduzir os níveis de açúcar no sangue
Arritmia