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Holter
Holter É um método diagnóstico que realiza a gravação do eletrocardiograma de forma contínua nas 24h. Tem, portanto, como objetivo principal a investigação diagnóstica de arritmias cardíacas, isquemia miocárdica, síncope e avaliação de marcapasso.

O Holter digital aumenta substancialmente a sensibilidade diagnóstica, não só das arritmias como também na isquemia miocárdica silenciosa. O software possibilita também a análise da variabilidade de freqüência cardíaca para avaliação do sistema nervoso autônomo e a estratificação de risco de morte súbita. Atualmente os gravadores são pequenos e leves (pesam 140 gramas) gerando maior conforto ao paciente.


Monitor de Eventos
Holter
Trata-se de exame complementar que visa ao diagnóstico etiológico de queixas sugestivas de arritmias cardíacas que, no entanto, não se reproduzem no curto período de gravação do Holter de 24h. Com recursos de telemedicina, esta monitorização eletrocardiográfica contínua permite o registro aleatório, ou acionado no momento do sintoma, durante 24 horas por dia em períodos de 7 a 30 dias.





Monitor de Eventos Implantável
O Monitor de eventos implantável é um pequeno dispositivo eletrônico que permite a gravação de eventos cardíacos em longo prazo. O sistema de monitoramento pode ser acionado pelo paciente e também ativado automaticamente.

O dispositivo é capaz de registrar ECGs subcutâneos e é indicado para portadores de síndromes clínicas difíceis de diagnosticar ou em situações em que haja risco de arritmias cardíacas em pacientes que apresentam sintomas transitórios, sugestivos de arritmia cardíaca. Uma das principais indicações é a sincope inexplicada. A síncope é uma condição incapacitante, de diag¬nóstico difícil, associada à elevação do risco de morbidade e mortalidade.

Neste caso o aparelho pode obter informações diagnósticas valiosas durante episódios sincopais, permitindo aos médicos diagnosticar as causas da síncope e proporcionar o atendimento apropriado ao paciente. De acordo com a literatura médica, a síncope pode ser diagnosticada em até 90% dos pacientes que utilizam monitores implantáveis.

Quais os Benefícios do aparelho?

  • > implante se faz de forma rápida e é pouco invasivo;
  • > possui opções personalizadas de dados de acordo com a necessidade do paciente
  • > permite que médico obtenha informações detalhadas sobre as arritmias para melhor gerenciamento da condição clínica do paciente.

Teste de Inclinação ("Head-up Tilting Table Test")
Síncope é a perda transitória da consciência, associada à perda do tônus postural (capacidade de ficar na posição de pé ou sentada sem apoio) e seguida de recuperação espontânea.

A utilização do teste de inclinação na avaliação da síncope se baseia nos conhecimentos fisiopatológicos em torno da mesma e nos mecanismos fisiológicos de adaptação à mudança postural.

Este método tem sido um instrumento auxiliar valioso na investigação de síncopes de origem neurocardiogênica, seguro quando realizado em ambiente hospitalar e que permite o diagnóstico da causa da síncope em até 60% dos casos. Além disso, há a possibilidade de auxiliar os pacientes a reconhecer os sintomas premonitórios com o objetivo de prevenção de quedas, e ao médico assistente a definir prognóstico e orientar o tratamento conforme resposta encontrada no exame.

O exame é realizado utilizando-se uma mesa de inclinável, com plataforma para apoio dos pés, com pelo menos um cinto de segurança no tronco, em ambiente calmo, com iluminação suave e temperatura agradável. O exame tem a duração aproximada de 60 minutos e é realizado por um médico e um técnico de enfermagem.

O paciente permanece por 10 minutos na posição supina (deitada), A inclinação a 70° (mudança passiva para a posição de pé) será feita no décimo minuto e mantida por 20 minutos ou até que ocorra positividade do teste – reprodução dos sintomas associados à hipotensão e/ou bradicardia. No protocolo potencializado ocorre administração de dinitrato de isossorbida 1,25 mg sublingual durante o exame.

Indicações para o teste de inclinação:

  • > Síncope recorrente em pacientes sem cardiopatia
  • > Síncope recorrente em pacientes cardiopatas após exclusão de causa arrítmica ou isquêmica
  • > Síncope em pacientes com crise convulsiva de exames neurológicos normais
  • > Síncope em pacientes idosos com quedas recorrentes
  • > Síncope inexplicadas em pacientes com neuropatias periféricas ou disautonomias
  • > Avaliação terapêutica da síncope neurocardiogênica

Marcapasso

Como o Coração Funciona?

Para que o coração faça o trabalho de bombear o sangue através do corpo, ele necessita de um estímulo para começar o batimento cardíaco. Esse estímulo é um impulso elétrico que se origina numa área do coração chamada “nódulo sinusal”, que é o marcapasso natural do coração, ou seja, funciona como um gerador de energia elétrica que faz o coração bater entre 60 e 100 vezes por minuto em condições normais de repouso.

Para que este estímulo elétrico possa produzir um batimento cardíaco, ele precisa se propagar pelo sistema de condução elétrico do coração, atravessando estruturas como o nódulo atrioventricular e o feixe de His, e se espalha pelos ventrículos direito e esquerdo, provocando a contração do coração.

Em algumas situações, este sistema elétrico encontra-se alterado e causa "curtos-circuitos" que podem resultar em taquicardias ou batimentos rápidos (palpitações, "batedeira"), acompanhados de desmaios (síncopes), tonturas (pré-síncopes), cansaço, respiração curta, dor ou opressão no peito.

Em outras situações, o sistema elétrico do coração pode apresentar bloqueios que não permitem a passagem do impulso elétrico. Quando isto acontece, o coração bate mais lentamente, o que resulta em bradicardias ou batimentos lentos do coração, que pode ser acompanhados também de desmaios, tonturas e/ou cansaço.

Tipos de Bradicardias

Existem 3 tipos básicos de bradicardias dependendo do local onde o bloqueio do sistema elétrico do coração esteja ocorrendo. Quando bloqueio ocorre no nódulo sinusal, que é o marcapasso normal do coração, dizemos que há disfunção do nódulo sinusal. Além disso, o bloqueio do impulso elétrico pode ocorrer no nódulo atrioventricular ou nos ramos direito ou esquerdo do sistema elétrico do coração. O importante é que todos estes tipos de bloqueio podem levar à diminuição do número de batimentos cardíacos e causar sintomas como tonturas e desmaios. Dependendo do tipo de bloqueio e dos sintomas que ele esteja causando, pode haver necessidade de implantar um marcapasso artificial.

O que é marcapasso?

O marcapasso é um pequeno e leve dispositivo para estimulação elétrica que consiste em um gerador de pulsos e eletrodos. O gerador elétrico é composto por um circuito eletrônico miniaturizado e uma bateria compacta. O marcapasso é capaz de perceber a atividade cardíaca, e quando não há nenhuma pulsação natural, libera um impulso elétrico que leva a contração do músculo cardíaco. O marcapasso é ligado ao coração através de eletrodos (fio que comunica o gerador ao coração). É através desse fio que os sinais elétricos são transportados do e para o coração.

Por que o marcapasso é importante?

Doenças ou mesmo o processo de envelhecimento, podem perturbar o ritmo normal do coração, fazendo com que o coração bata de forma irregular e/ou lenta (bradicardia) levando a sintomas como vertigens, sensação de fraqueza, cansaço e desmaios. O marcapasso pode dar ao coração o suporte necessário para aliviar ou abolir estes sintomas permitindo ao paciente maior segurança para realizar todas as suas atividades diárias.

Como é a cirurgia?

O procedimento de implante de marcapasso é relativamente simples e seguro. A cirurgia é realizada sob sedação e anestesia local, ou seja, o paciente não sentirá dor e irá dormir durante todo o procedimento que dura em torno de 1 a 2 horas.
Normalmente o marcapasso é implantado na região do tórax logo abaixo da clavícula do lado esquerdo ou direito.
Uma incisão de aproximadamente 2 cm é feita na pele e um pequena “bolsa” é realizada entre a pele e o tecido acima do músculo, para colocação do gerador.
Com o auxílio do raio-X os eletrodos são colocados através da veia dentro do coração. Após a colocação dos eletrodos, vários testes são realizados para ter a certeza que tanto os eletrodos como o gerador estão funcionando bem.
O gerador é então conectado aos eletrodos e colocado dentro da “bolsa” previamente confeccionada.

Cuidados

1° Cuidados com a incisão cirúrgica Mantenha o curativo limpo e seco por 3 dias. Após esse período não será necessário realizar o curativo basta lavar com água e sabão durante o banho e observar.
Examine a ferida regularmente e comunique seu médico caso verifique sinais de infecção local (vermelhidão excessiva, calor intenso, dor inexplicada, saída de sangue ou pus pela ferida, febre, mal estar geral).
Siga as orientações concedidas pelo cirurgião e marque a revisão cirúrgica de 10 a 14 dias após o ato operatório.

2° Movimentação do braço Não será possível movimentar o braço do lado da cirurgia nas primeiras 24 horas.
Não fazer esforço ou movimentos bruscos (levantar o braço rápido, carregar sacolas, dirigir, empurrar móveis, etc), nos próximos 30 dias.
Não dirigir nos 30 dias após a cirurgia. Se você é motorista profissional, peça orientações ao médico que implantou seu marcapasso sobre quando voltar ao trabalho.

3° Acompanhamento do marcapasso O seu marcapasso deverá ser avaliado periodicamente por equipe especializada com equipamentos específicos para avalição do funcionamento do aparelho e desgaste de bateria.
Não deixe de fazer as revisões pois somente através delas é possível otimizar o funcionamento e o prolongamento da vida útil da bateria.
Em caso de cirurgias futuras ou tratamentos dentários, consulte-nos sobre profilaxia para endocardite bacteriana e reprogramação do marcapasso principalmente se for utilizado um bisturi elétrico.

Entre em contato com seu médico antes de agendar os seguintes exames/procedimentos:

  • > Ressonância Nuclear Magnética
  • > Radioterapia
  • > Litotripsia
  • > Procedimentos cirúrgicos que envolvam o uso de bisturi elétrico

Gostaríamos de, por fim lembra-lo, de que são necessários retornos periódicos para que possamos avaliar o perfeito funcionamento do marcapasso, prolongando, desta forma, a vida útil do aparelho.

A contar da data da cirurgia, programe as visitas com os seguintes intervalos:

  • > Até 15 dias: revisão cirúrgica
  • > 30 dias: 1ª Revisão do marcapasso
  • > 90 dias
  • > a cada 6 meses ou 1 ano


Estudo Eletrofisiológico e Ablação
O coração é um músculo oco, chamado miocárdio, composto de quatro cavidades: duas câmaras receptoras de sangue (os átrios) e duas ejetoras (os ventrículos). Para que o trabalho de bombeamento do sangue seja eficaz é necessário que contração e relaxamento muscular sejam sequenciais e sincronizados. Isso é possível graças a uma pequena porção de células miocárdicas especializadas localizadas no átrio direito denominada nodo sinusal. Deste local (“marcapasso natural”) partem impulsos elétricos que se propagam pelo sistema de condução (“rede elétrica do coração”) atravessando estruturas tais como o nodo atrioventricular e o feixe de His, e se espalha pelos ventrículos direito e esquerdo, provocando a contração do coração (vide figura abaixo). Esse pequeno gerador elétrico funciona 60 a 100 vezes por minuto em condições normais.

Quando há anormalidades na geração ou propagação desses impulsos surgem as chamadas bradicardia (redução de frequência cardíaca) ou taquicardia (aumento). Sintomas de desmaios (síncope), tonteira, cansaço, palpitações (percepção dos batimentos cardíacos acelerados ou “descompassados”) podem decorrer de tais alterações.

O que é Estudo Eletrofisiológico?
É um método de investigação do sistema elétrico do coração (localizado na superfície interna das cavidades cardíacas) que se utiliza do contato direto destas estruturas com instrumentos de detecção de impulsos elétricos (os chamados cateteres).
É indicado quando existe a suspeita de bradiarritmias ou taquiarritmias causando os sintomas supracitados. Nestes casos, confirma-se a origem e o mecanismo das arritmias, indicando a melhor forma de tratamento. É capaz também de avaliar o tratamento clínico com fármacos antiarrítmicos, bem como o funcionamento de cardioversor-desfibrilador implantável.

O que é ablação com radiofrequência?
É um método terapêutico utilizado para o tratamento de alguns tipos de taquicardias.Estas taquicardias que são passíveis de ablação se originam em áreas específicas dotecido cardíaco. Uma vez que esta área afetada seja localizada ela pode ser destruída(ablação) através da aplicação de energia de radiofreqüência por um cateter específico.

A localização desta área a ser ablacionada é realizada por um procedimentochamado de mapeamento das arritmias. Em casos mais complexos pode ser necessárioou uso de um sistema mais avançado chamado de mapeamento eletroanatômico. Estatecnologia permite a recriação de um “coração virtual” tridimensional onde se visualiza ocircuito da arritmia em questão facilitando a localização da área a ser ablacionada. Comoesta tecnologia permite a visualizaç ão dos cateteres utilizados em tempo real, há umagrande economia no uso de radiação X trazendo maior segurança para o paciente e aequipe médica.

A ablação está indicada como forma primária de tratamento em alguns casos, comona síndrome de Wolff Parkinson White, por exemplo, onde a taxa de cura pela ablação seaproxima de 100% e, portanto a sua indicação está consagrada em detrimento do uso demedicação antiarrítmica. Para outros casos se utiliza a ablação em pacientes que têmtaquicardias resistentes ao tratamento com fármacos antiarrítmicos ou que possuamacionamentos indesejáveis de cardioversores-desfibrildores implantáveis

Crioablação
O uso de baixas temperaturas como terapia não é novo. Relatos sobre o uso de líquidos em temperaturas frias data de até 3000 a.C. Em 1800 já se utilizava salina congelada para tratamento de alguns tumores, mas foi com a introdução do uso tópico de gases liquefeitos no inicio do século XVIII que iniciou a era da criocirurgia.

Na década de 70 já se utilizava criosondas para o tratamento de arritmias em procedimentos cirúrgicos com tórax aberto. Estes conceitos foram aprimorados e poucos anos depois do início da era da ablação percutânea por radiofrequência já existiam cateteres percutâneos de crioablação. No entanto, recentes aprimoramentos tecnológicos tornaram estes cateteres mais seguros e eficazes, o que aumentou muito o interesse nesta forma de energia para o tratamento das arritmias cardíacas.

Mas afinal, o que é crioablação? Nada mais é do que a aplicação de temperaturas muito baixas (-40oC) em geral por exposição a um liquido refrigerante que ao se expandir como gás rouba rapidamente o calor do tecido levando ao seu congelamento. O congelamento leva a morte celular por uma série de mecanismos complexos que envolvem a ruptura celular por cristais de gelo e mudanças osmóticas e bioquímicas, além de dano à micocirculação.

Mas qual é a vantagem em relação à ablação tradicional por radiofrequência?

A lesão de crioablação apresenta uma série de características que conferem vantagem em casos específicos:

  • > Reversibilidade da lesão: Ao contrário da radiofrequência onde a lesão pode ser definitiva logo nos primeiros segundos, a lesão de crioablação se dá em um tempo maior (minutos) seguindo uma sequencia previsível de lesão reversível seguida por lesão irreversível. Essa propriedade torna a crioablação especialmente útil em casos onde o alvo da ablação se encontra perto de estruturas nobres , como nos casos de vias anômalas para-Hissianas.
  • > Adesão do cateter: Durante a aplicação de crioablação há formação de uma bola de gelo que literalmente prende o cateter no sítio de aplicação levando a menor chances de deslocamentos inadvertidos aumentando a segurança do procedimento
  • > Menor dano endotelial: o que leva a um risco teórico menor de eventos embólicos relacionados ao procedimento
  • > Menor dano a estruturas vasculares: Menores chances de lesão em aplicações perto de estruturas vasculares como o seio coronariano.
  • > Ausência de dor: Minimizando a necessidade de anestesia e tornando o procedimento mais confortável

Recentemente o aprimoramento de balões específicos para crioablação do óstio das veias pulmonares, região de maior concentração de focos da fibrilação atrial paroxística tem tornado esta técnica muito atrativa para o tratamento destes pacientes. A combinação das características descritas acima com a capacidade de ablacionar todo o antro das veias pulmonares de uma só vez tem tornando o procedimento mais rápido e seguro. Os resultados a longo prazo parecem ser mais consistentes também quando comparados as técnicas tradicionais.




Arritmia